Não sei se é porque são íntimas ou porque és esperta e sagaz. Talvez seja eu a pista: Transparente demais. De qualquer forma a podes ver e, não... Não nego. Ela está por perto e não larga de mim.
Não sei o que a prende a mim e porque tanto ela me ama, mas não consigo deixá-la para ser plenamente teu, embora eu saiba, meretriz, que tu se deitas com ela assim como eu!
E é assim, nesse relacionamento a três, que nos percebemos e vivemos e sempre nos incomodamos. Numa coisa concordamos, é ela que indesejamos. Mas ela não larga de nós.
Não se culpe, não blasfeme, não se afoba, não teme! (Quem sou eu pra dizer?) Ainda me firmo na minha responsabilidade masculina de ser o alicerce imóvel e inabalável que nada pode vencer.
"que nada pode vencer"
"que nada pode vencer"
Nem eu entendo.
Vai entender...
Tuesday, December 08, 2009
Monday, November 23, 2009
pensamentos randômicos
minha paixão tá virando amor... tipo... de verdade...
tô viciado em "the smiths". especialmente em "please, please, please" e "half a person".
não vejo a hora de sair desse trabalho chato e fazer o que eu realmente amo... queria ter fé pra jogar tudo pro alto e me dedicar só ao meu projeto. mas meio que falta vergonha na cara... eu gasto muito pouco do meu tempo livre com isso.
tem tempo que num sai um jogo maneiro de computador... meio que enjoei de wow, mas o que que tem melhor?
quero um wii... muito! muito mesmo!
nunca fui materialista, mas nunca passei tanto tempo pensando em dinheiro...
enjoei.
tô viciado em "the smiths". especialmente em "please, please, please" e "half a person".
não vejo a hora de sair desse trabalho chato e fazer o que eu realmente amo... queria ter fé pra jogar tudo pro alto e me dedicar só ao meu projeto. mas meio que falta vergonha na cara... eu gasto muito pouco do meu tempo livre com isso.
tem tempo que num sai um jogo maneiro de computador... meio que enjoei de wow, mas o que que tem melhor?
quero um wii... muito! muito mesmo!
nunca fui materialista, mas nunca passei tanto tempo pensando em dinheiro...
enjoei.
Vagabundo na labuta.
Quem já leu isso aqui sabe que eu trabalho no mar. Sou professor de inglês da Wise Up. Mais precisamente no departamento Offshore do curso.
As empresas contratam professores pra ficarem a bordo das plataformas (ou qualquer outro tipo de embarcação pertinente)e ensinar inglês pra peão (e português pra gringo) pra melhorar o nível de comunicação entre a tripulação, melhorando a produção, reforçando a segurança e blá blá blá... Além disso o professor da embarcação serve de tradutor pra tudo o tempo todo.
Eventualmente uma embarcação fica lotada e a primeira pessoa a ser cortada é o professor, uma vez que ele é virtualmente inútil. Não tem nenhum envolvimento com o funcionamento do navio. Nesse caso o professor, pra num ficar em casa vagabundeando e recebendo o salário assim mesmo (delícia), é chamado pra dar aula em terra mesmo, em Macaé. É o meu caso... É aí que o trem sai do trilho.
Eu passei a semana passada aqui em Macaé. O curso tem uma casa com sete quartos (2 a 3 camas em cada um) pra hospedar os professores ou trainees. Me ligaram dizendo que precisariam de mim por dois dias, mas aqui me disseram outra coisa. Fiquei toda a semana e ainda me mandaram voltar na segunda pra ficar até sexta. Eu moro na Cidade Maravilhosa (nossa, que piegas) e são três horas de ônibus de viagem de lá pra cá. Domingo eu peguei meu ônibus à noite e cheguei aqui de madrugada. Eu deixei de ir à igreja no domingo pra vir pra cá, mas oito horas da noite num tinha mais ônibus pra antes das dez. Ok, eu estava com uma chave, mas não havia nenhuma cama preparada pra mim. Sem roupa de cama e nem nada, eu tive que dormir num colchão empoeirado e com cheiro de mofo num travesseiro sem fronha na mesma condição.
Acordei cedo com a garganta irritada por causa desse quarto mofado do inferno e fui pro trabalho pra ouvir "adivinha o que"?
-Ah, professor, sua aula foi re-agendada pra começar só amanhã. Nós não te ligamos pra avisar porque somos um bando de cornos babacas e merecemos a morte nas mãos do Jeremias Muito Louco e você é um otário que não foi ao culto à toa!
Depois de trazer minha sobrancelha do teto, eu disse:
-Ok... Então eu vou voltar pra Wise Up House e dormir, já que eu cheguei aqui ontem e fui ainda preparar aula madrugada adentro.
Claro que nada é tão simples assim. Só faltaram me mandar botar um uniforme de empregada e servir cafezinho... Me pegaram pra "ajudar na coordenação", onde eu só fui mandado fazer tarefas imbecis, como conferir se "num-sei-o-que" tá em ordem alfabética ou "pintar as notas abaixo de X de vermelho e as acima de X de azul no exel pro boletim ficar mais bonito".
Teria sido mais produtivo se eu tivesse passado o dia empilhando feijão.
As empresas contratam professores pra ficarem a bordo das plataformas (ou qualquer outro tipo de embarcação pertinente)e ensinar inglês pra peão (e português pra gringo) pra melhorar o nível de comunicação entre a tripulação, melhorando a produção, reforçando a segurança e blá blá blá... Além disso o professor da embarcação serve de tradutor pra tudo o tempo todo.
Eventualmente uma embarcação fica lotada e a primeira pessoa a ser cortada é o professor, uma vez que ele é virtualmente inútil. Não tem nenhum envolvimento com o funcionamento do navio. Nesse caso o professor, pra num ficar em casa vagabundeando e recebendo o salário assim mesmo (delícia), é chamado pra dar aula em terra mesmo, em Macaé. É o meu caso... É aí que o trem sai do trilho.
Eu passei a semana passada aqui em Macaé. O curso tem uma casa com sete quartos (2 a 3 camas em cada um) pra hospedar os professores ou trainees. Me ligaram dizendo que precisariam de mim por dois dias, mas aqui me disseram outra coisa. Fiquei toda a semana e ainda me mandaram voltar na segunda pra ficar até sexta. Eu moro na Cidade Maravilhosa (nossa, que piegas) e são três horas de ônibus de viagem de lá pra cá. Domingo eu peguei meu ônibus à noite e cheguei aqui de madrugada. Eu deixei de ir à igreja no domingo pra vir pra cá, mas oito horas da noite num tinha mais ônibus pra antes das dez. Ok, eu estava com uma chave, mas não havia nenhuma cama preparada pra mim. Sem roupa de cama e nem nada, eu tive que dormir num colchão empoeirado e com cheiro de mofo num travesseiro sem fronha na mesma condição.
Acordei cedo com a garganta irritada por causa desse quarto mofado do inferno e fui pro trabalho pra ouvir "adivinha o que"?
-Ah, professor, sua aula foi re-agendada pra começar só amanhã. Nós não te ligamos pra avisar porque somos um bando de cornos babacas e merecemos a morte nas mãos do Jeremias Muito Louco e você é um otário que não foi ao culto à toa!
Depois de trazer minha sobrancelha do teto, eu disse:
-Ok... Então eu vou voltar pra Wise Up House e dormir, já que eu cheguei aqui ontem e fui ainda preparar aula madrugada adentro.
Claro que nada é tão simples assim. Só faltaram me mandar botar um uniforme de empregada e servir cafezinho... Me pegaram pra "ajudar na coordenação", onde eu só fui mandado fazer tarefas imbecis, como conferir se "num-sei-o-que" tá em ordem alfabética ou "pintar as notas abaixo de X de vermelho e as acima de X de azul no exel pro boletim ficar mais bonito".
Teria sido mais produtivo se eu tivesse passado o dia empilhando feijão.
Thursday, November 12, 2009
Coelhos...
Estava eu em meu lavabo, sentado no trono e, ao terminar, puxei duas folhas de papel higiênico e deparei-me com desenhos de coelhinhos em sua superfície. Pensei: "Que diabos têm a ver coelhos fofinhos com fezes?" Quando penso em coelhos, eu lembro do Perna-longa, do Quincas, Roger Rabbit, Perinha... Todos personagens espertalhões e que sempre dão um jeito de se dar bem. Nenhum deles me remete a cocô.
"Talvez seja porque coelhos cagam o tempo todo", supus, mas logo me dei conta que associar seu produto a uma criatura defecando não é bom nem pra um rolo de papel higiênico. "Higiênico" lembra "higiene" e coelhos não são muito dados à isso. Se fosse a idéia, teriam colocado gatinhos, que sempre dão banho em si mesmos...
Foi quando me dei conta que pode ser algo ligado à fofura. CLARO! Coelhos são fofinhos, logo, um coelho num papel higiênico remete à fofura e, portanto, conforto...
Não sei...
Ainda falho em imaginar como é que esfregar um coelho no ânus pode ser algo confortável... Mesmo depois de cagar...
Acho que esses coelhinhos serão eternamente um mistério pra mim...
"Talvez seja porque coelhos cagam o tempo todo", supus, mas logo me dei conta que associar seu produto a uma criatura defecando não é bom nem pra um rolo de papel higiênico. "Higiênico" lembra "higiene" e coelhos não são muito dados à isso. Se fosse a idéia, teriam colocado gatinhos, que sempre dão banho em si mesmos...
Foi quando me dei conta que pode ser algo ligado à fofura. CLARO! Coelhos são fofinhos, logo, um coelho num papel higiênico remete à fofura e, portanto, conforto...
Não sei...
Ainda falho em imaginar como é que esfregar um coelho no ânus pode ser algo confortável... Mesmo depois de cagar...
Acho que esses coelhinhos serão eternamente um mistério pra mim...
Wednesday, November 11, 2009
I can't get no...
Não sei se eu estou comendo pouco ou se meu estômago aumentou...
Eu termino de comer e continuo com fome! Parece que nunca estou satisfeito. Meus pratos realmente não costumam ser muito grandes, mas parece que eles estão menores. E eu tento encher a pança com alguma sobremesa ou algo assim... Mas ainda não parece o suficiente...
Gasto algum tempo analisando a minha vida pra ver se essa insatisfação e estende por outros aspectos, mas parece que não. Impossível se sentir insatisfeito com a minha garota, que além de ser uma máquina orgástica, é sensível, atenciosa, divertida, inteligente... Também me sinto bem satisfeito com o meu relacionamento com meus pais. Minha convivência com mamãe nunca foi tão fácil e divertida, a maturidade me aproximou dos meus irmãos e hoje somos amigos... A unica coisa da qual eu posso reclamar é do meu salário, mas pô... Pelo menos agora eu TENHO um salário...
Acho que o problema é realmente meu estômago... Tinha que ter um meio d'ele entender que eu não quero ficar gordo.
Eu termino de comer e continuo com fome! Parece que nunca estou satisfeito. Meus pratos realmente não costumam ser muito grandes, mas parece que eles estão menores. E eu tento encher a pança com alguma sobremesa ou algo assim... Mas ainda não parece o suficiente...
Gasto algum tempo analisando a minha vida pra ver se essa insatisfação e estende por outros aspectos, mas parece que não. Impossível se sentir insatisfeito com a minha garota, que além de ser uma máquina orgástica, é sensível, atenciosa, divertida, inteligente... Também me sinto bem satisfeito com o meu relacionamento com meus pais. Minha convivência com mamãe nunca foi tão fácil e divertida, a maturidade me aproximou dos meus irmãos e hoje somos amigos... A unica coisa da qual eu posso reclamar é do meu salário, mas pô... Pelo menos agora eu TENHO um salário...
Acho que o problema é realmente meu estômago... Tinha que ter um meio d'ele entender que eu não quero ficar gordo.
Sunday, November 08, 2009
Só mais um.
Chora a toa; ri demais; reclama de tudo; se irrita com qualquer coisa; se ofende com bobagem...
É tudo comum.
Seu choro é sem sentido; seu riso é falso; suas reclamações não têm valor; suas mágoas não têm importância.
É tudo comum.
Quando chora, não há porque se comover; quando ri, não há razão pra se interessar; quando se irrita, não precisa dar atenção; quando se ofende, não preocupe em se desculpar.
É tudo comum.
Não tem mais o direito de chorar, rir, se irritar ou se sentir ofendido. Banalizou. Não tem significado. Nenhum dos seus sentimentos tem.
Nem mesmo esse texto: é só mais um.
É tudo comum.
Seu choro é sem sentido; seu riso é falso; suas reclamações não têm valor; suas mágoas não têm importância.
É tudo comum.
Quando chora, não há porque se comover; quando ri, não há razão pra se interessar; quando se irrita, não precisa dar atenção; quando se ofende, não preocupe em se desculpar.
É tudo comum.
Não tem mais o direito de chorar, rir, se irritar ou se sentir ofendido. Banalizou. Não tem significado. Nenhum dos seus sentimentos tem.
Nem mesmo esse texto: é só mais um.
Friday, October 30, 2009
Demais não pode.
Leite demais em sucrilhos de menos é ruim. Os flocos ficam molengas, sem aquela "crocância" maravilhosa! Parece uma papa sem sabor. Mesma coisa com quase tudo na vida... tudo que é bom, que é maravilhoso, que dá prazer e é gostoso pode se tornar intragável se você afogar com cobranças e uma responsabilidade imposta.
Graças a Deus, eu tenho tido sabedoria vinda do alto pra discernir essas coisas. É incrível como tem gente (eu) que gasta tempo dando murros em ponta de faca antes de perguntar ao Pai o que fazer...
Graças a Deus, eu tenho tido sabedoria vinda do alto pra discernir essas coisas. É incrível como tem gente (eu) que gasta tempo dando murros em ponta de faca antes de perguntar ao Pai o que fazer...
Friday, October 23, 2009
azul
Ontem, no helicóptero, saindo do navio, eu fiquei admirando o meu novo amor: o mar.
Azul azul azul, de um azul comovente, ondas a subir e descer, com ondinhas em ondonas e ondinhasinhas em ondinhas com brilhos metálicos de peixes esporádicos. Peixes enormes! Parecem sereias passeando sem rumo fazendo espuma com as caudas só pra saudar esse observador apaixonado.
Quinze minutos, talvez mais, depois desse azul que eu nunca havia visto, uma mancha estranha. Riscos etéreos de um castanho disforme seguindo a correnteza. Depois disso, em blocos nítidamente distintos, sem nenhuma fase de transição, cores e tons de azul foram aparecendo. Cada vez que um novo azul aparecia, a sensação era menos limpa, menos pura, até que aquela cor, aproximando-se da costa, me nauseava.
Por fim, aquele azul tornou-se num verde pútrido, como se o mar fosse uma grande poça suja de caldo de cana do chinês da esquina. Aquele que limpa a testa suada com um paninho encardido e depois guarda-o no cofrinho cabeludo.
Quando eu não podia mais suportar olhar pro que o mar havia se tornado com a proximidade da pior praga desse planeta, eu vi areia. E praginhas caminhando nela. E barraquinhas e cangas e guarda-sóis.
Hoje eu peguei a barca do Rio pra Niterói e me encontrei de novo com o balanço do mar, mas as águas lá fora eram feias e sujas. Foi como me deitar com uma puta vulgar de uma esquina emporcalhada depois de experimentar os beijos cristalinos do meu amor.
Praia nunca mais.
Azul azul azul, de um azul comovente, ondas a subir e descer, com ondinhas em ondonas e ondinhasinhas em ondinhas com brilhos metálicos de peixes esporádicos. Peixes enormes! Parecem sereias passeando sem rumo fazendo espuma com as caudas só pra saudar esse observador apaixonado.
Quinze minutos, talvez mais, depois desse azul que eu nunca havia visto, uma mancha estranha. Riscos etéreos de um castanho disforme seguindo a correnteza. Depois disso, em blocos nítidamente distintos, sem nenhuma fase de transição, cores e tons de azul foram aparecendo. Cada vez que um novo azul aparecia, a sensação era menos limpa, menos pura, até que aquela cor, aproximando-se da costa, me nauseava.
Por fim, aquele azul tornou-se num verde pútrido, como se o mar fosse uma grande poça suja de caldo de cana do chinês da esquina. Aquele que limpa a testa suada com um paninho encardido e depois guarda-o no cofrinho cabeludo.
Quando eu não podia mais suportar olhar pro que o mar havia se tornado com a proximidade da pior praga desse planeta, eu vi areia. E praginhas caminhando nela. E barraquinhas e cangas e guarda-sóis.
Hoje eu peguei a barca do Rio pra Niterói e me encontrei de novo com o balanço do mar, mas as águas lá fora eram feias e sujas. Foi como me deitar com uma puta vulgar de uma esquina emporcalhada depois de experimentar os beijos cristalinos do meu amor.
Praia nunca mais.
Wednesday, October 21, 2009
irritado com amanhã
Caraca... Muito!
Só de saber que eu vou sair dessa porcaria de navio só lá pras onze horas e vou ficar de meio dia e meio até as oito ou nove horas da noite dentro de uma porcaria de um ônibus desconfortável sem NADA pra fazer... E, depois de chegar em casa, ainda correr o risco de ter que esperar mais uma noite pra ver a minha fêmea...
Se eu tivesse duzentos reais de bobeira eu pegava um avião. Uma hora de vôo. Dez horas de estrada. UMA HORA DE VÔO! DEZ HORAS DE ESTRADA! Não há como não se irritar com a mera idéia!
Fora que o dia de hoje é só tédio! Um maldito relatório enfadonho e uma cartinha cretina desejando boa sorte pro pobre coitado que vai passar os próximos quatorze dias dele enfurnados nessa bóia infeliz!
Como eu queria tropeçar em duzentos reais amanhã.
Uma hora de vôo...
...dez horas de estrada...
Tenho que parar de murmurar... Pelo menos eu tenho um emprego...
Só de saber que eu vou sair dessa porcaria de navio só lá pras onze horas e vou ficar de meio dia e meio até as oito ou nove horas da noite dentro de uma porcaria de um ônibus desconfortável sem NADA pra fazer... E, depois de chegar em casa, ainda correr o risco de ter que esperar mais uma noite pra ver a minha fêmea...
Se eu tivesse duzentos reais de bobeira eu pegava um avião. Uma hora de vôo. Dez horas de estrada. UMA HORA DE VÔO! DEZ HORAS DE ESTRADA! Não há como não se irritar com a mera idéia!
Fora que o dia de hoje é só tédio! Um maldito relatório enfadonho e uma cartinha cretina desejando boa sorte pro pobre coitado que vai passar os próximos quatorze dias dele enfurnados nessa bóia infeliz!
Como eu queria tropeçar em duzentos reais amanhã.
Uma hora de vôo...
...dez horas de estrada...
Tenho que parar de murmurar... Pelo menos eu tenho um emprego...
últimos pensamentos de ontem
Desliguei o telefone com ela e saí cambaleando pro meu quarto como um bobo apaixonado de sorriso sonâmbulo e olhos fechadinhos... Meu sonho de ter uma família me parece tão próximo que parece que é mentira!
Quanto ao barco... tudo normal. Os mesmos corredores pálidos findos em escotilhas perigosas repletas de sinais em cores quentes, alertando e lembrando que estamos sobre uma bomba relógio flutuante. As mesmas escadarias de um amarelo encardido pela maresia e janelas de arestas arredondadas aparafusadas num cobre sem expressão. Só o que continua lindo é o mar.
Esse vai ser pra sempre.
Quanto ao barco... tudo normal. Os mesmos corredores pálidos findos em escotilhas perigosas repletas de sinais em cores quentes, alertando e lembrando que estamos sobre uma bomba relógio flutuante. As mesmas escadarias de um amarelo encardido pela maresia e janelas de arestas arredondadas aparafusadas num cobre sem expressão. Só o que continua lindo é o mar.
Esse vai ser pra sempre.
Tuesday, October 20, 2009
indesejado companheiro...
Pois é. Esse é o tédio. Prefiro mil vezes o tempo em que estou trabalhando do que o meu tempo livre nesta enfadonha embarcação. O que me ajuda a curar o tédio é o roteiro que eu escrevo a passos de formiga e os curtos períodos de 3 minutos com ela ao telefone.
Pelo menos esse navio tem internet e tudo mais... Acho que chego a uma conclusão...
O tédio é o pai dos blogs...
...pelo menos desse.
Pelo menos esse navio tem internet e tudo mais... Acho que chego a uma conclusão...
O tédio é o pai dos blogs...
...pelo menos desse.
Saturday, October 17, 2009
Sequelas
É muito chato cometer burradas! Primeiro por causa do maldito sentimento de culpa por conta das pessoas que você decepcionou no processo; segundo porque ficam aquelas sequelas...
Eu já vi muitos relacionamentos sequelados por brigas, palavras imprudentes, gestos omissos, carinhos não dados... Principalmente entre pais e filhos, homens e suas esposas...
Eu posso dizer de mim que costumava ser uma pessoa de temperamento explosivo e paciência curta. Já perdi um grande amor por conta das palavras rudes que eu dizia e da visão auto-umbíguica que eu tinha do mundo. Sempre dando importância às ofensas feitas a mim e raramente medindo a força do meu contra-ataque.
Eu digo que "costumava ser" não por estar inteiramente mudado, mas porque hoje eu tenho consciência da minha falha e não tenho nenhum orgulho do meu sarcasmo e nem tampouco da minha falta de tato com os seres humanos.
Outras vezes eu me divertiria em dizer algo que significasse "desprezível raça humana - merecem todos serem humilhados para aprenderem o seu lugar", mas quem sempre teve que usar o chapéu cônico e sentar num banquinho virado para o canto da sala era eu.
Se não fosse por um poder maior do que eu, uma consciência acima da minha e que tem muita misericórdia e amor pela minha vidinha de formiga, eu ainda estaria por aí... Perdendo pessoas real e profundamente amadas por conta de uma vaidade chula e uma triste mesquinhez de espírito, incapaz de esmolar perdão a pequenas ofensas - muitas vezes sem intenção de ser.
Depois de quase três décadas eu posso dizer que entendi o enunciado da lição e submeto-me à mudança e correção. Que minha filha não venha a crescer construindo uma relação de sequelas e quelóides e que sua mãe tenha muito gozo em minha companhia.
Em minha defesa, só posso dizer isso: Te amo.
Eu já vi muitos relacionamentos sequelados por brigas, palavras imprudentes, gestos omissos, carinhos não dados... Principalmente entre pais e filhos, homens e suas esposas...
Eu posso dizer de mim que costumava ser uma pessoa de temperamento explosivo e paciência curta. Já perdi um grande amor por conta das palavras rudes que eu dizia e da visão auto-umbíguica que eu tinha do mundo. Sempre dando importância às ofensas feitas a mim e raramente medindo a força do meu contra-ataque.
Eu digo que "costumava ser" não por estar inteiramente mudado, mas porque hoje eu tenho consciência da minha falha e não tenho nenhum orgulho do meu sarcasmo e nem tampouco da minha falta de tato com os seres humanos.
Outras vezes eu me divertiria em dizer algo que significasse "desprezível raça humana - merecem todos serem humilhados para aprenderem o seu lugar", mas quem sempre teve que usar o chapéu cônico e sentar num banquinho virado para o canto da sala era eu.
Se não fosse por um poder maior do que eu, uma consciência acima da minha e que tem muita misericórdia e amor pela minha vidinha de formiga, eu ainda estaria por aí... Perdendo pessoas real e profundamente amadas por conta de uma vaidade chula e uma triste mesquinhez de espírito, incapaz de esmolar perdão a pequenas ofensas - muitas vezes sem intenção de ser.
Depois de quase três décadas eu posso dizer que entendi o enunciado da lição e submeto-me à mudança e correção. Que minha filha não venha a crescer construindo uma relação de sequelas e quelóides e que sua mãe tenha muito gozo em minha companhia.
Em minha defesa, só posso dizer isso: Te amo.
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